Um ano de cilercas como há muito não se via

19-04-10

Um ano de cilercas como há muito não se via

Permalink 16:58:03, Categories: Número 13 - Abril 2010  

Contrariando a tendência dos últimos tempos, 2010 ficará, por certo, na memória de todos como sendo o ano das cilercas na região de Tomar. A colheita tem sido farta e ao invés do acontecido em anos anteriores, os “cilerqueiros” não tem tido necessidade de recorrer a outras paragens, como o Alentejo ou as Beiras, já que à porta de casa não lhes tem sido difícil encontrá-las, aos quilos.

Recorde-se que as cilercas, também conhecidas por míscaros ou tortulhos, são fungos constituídos por filamentos tubulares, de tamanha microscópico, denominados hifas, profusamente ramificadas e entrelaçadas para formar uma espécie de tela, conhecido por micélio. Não contêm clorofila, substância verde que faz com que os vegetais superiores possam utilizar a energia solar para elaborar os nutrientes necessários, desenvolvendo-se e actuando como parasitas de outros vegetais sobre substâncias orgânicas em decomposição.

Apesar de existiram muitas espécies destes fungos, algumas das quais venenosas, com a “amanita muscaria”, vulgo “frades de sapo” ou “mata bois”, o mais conhecido e procurado na nossa zona – a cilercas – é a “amanita ponderosa”, que tem a forma de batata e que depois, ao rasgar da vulva, aparece em forma de chapéu. Com uma cutícula seca, grossa, facilmente separável da carne, manchada de terra, ao princípio branca, passa depois rosa e finalmente ocre sujo.

Sendo um pitéu por excelência pode ser consumido das mais variadas formas, associadas ao bacalhau ou à carne, grelhadas ou no tacho.

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