Category: Numero 8 - Janeiro 2009

21-01-09

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA A MORRER

Permalink 12:44:38, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

Conhecidas que são as dificuldades em motivar as pessoas para participarem em iniciativas de caracter associativo, não deixa de ser importante realçar o envolvimento dos nossos associados nos vários eventos que programamos para o último trimestre do ano que agora findou. Bem sabemos, e disso estamos conscientes, que nem sempre é fácil criar as condições necessárias para que os sócios se envolvam nas actividades associativas, tanto no plano cultural, como no recreativo e no desportivo. No entanto, se não houver perseverança e elevadas doses de dedicação por parte dos directores e demais colaboradores, a situação torna-se ainda muito mais complicada.

Tivemos um trimestre repleto de iniciativas, como o Torneio de Sueca; a Feira dos Santos, em Olalhas; a Mostra de Artesanato; as Comemorações do 33º Aniversário; a Festa de Natal e a Réveillon, nas quais participaram centenas de sócios, familiares e amigos, numa acentuada dinâmica que muito contribuiu para o engrandecimento da nossa Associação.

Feira dos Santos

Mostra de Artesanato

Na generalidade e salvo o Torneio Aberto de Sueca, que a arrepio daquilo que sempre defendemos, inexplicavelmente, não contou com a participação das Colectividades vizinhas apesar de convidadas atempadamente, todos os restantes eventos contaram com a participação maciça dos associados e de outras agremiações, como foram os casos da Feira dos Santos, em Olalhas, a Mostra de Artesanato e a Réveillon, cujo o número de presenças pulverizou largamente todos os recordes até agora atingidos.

A via nunca poderá ser outra, já que o caminho se faz caminhando. Mesmo que numa situação ou outra os resultados não sejam os melhores, quem estiver à frente dos destinos das Colectividades nunca poderá esmorecer, porque se tal acontecer esse será o primeiro passo para o desmoronar do edifício associativo.

As adversidades são muitas, é certo. Mas se quem se disponibiliza para os lugares de direcção o não fizer de forma consciente e responsável, qualquer grão de areia na engrenagem, por mais pequeno que seja, transformar-se-à em obstáculo intransponível.

Com os indicadores disponíveis, tudo aponta que 2009 será um ano muito difícil para todos.

Ora, se já antes o movimento associativo vivia a balões de soro, não poderemos, por certo, alimentar grande optimismo. Por isso, resta-nos a esperança que a crise não dite o encerramento de algumas das colectividades do concelho pois, como é sabido, a esperança é a última a morrer.

EDITORIAL

Permalink 12:42:21, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

Na Quarta-Feira, dia 5 do passado mês de Novembro, a notícia caiu que nem uma bomba: o Padre Tiago Moita, Pároco das freguesias de Olalhas e Junceira, havia abandonado estas paróquias e solicitado a suspensão do exercício do sacerdócio junto da Diocese de Santarém.
Ninguém queria acreditar, mas o facto estava consumado.

Os boatos multiplicaram-se à velocidade do som na procura de explicação lógica para uma decisão que só ao Padre Tiago dizia respeito, e quando nas homilias das missas dominicais que se seguiram a confirmação de abandono se verificou, as lágrimas rolaram pelos rostos de alguns dos incrédulos paroquianos.

Tiago Moita, natural de Alpiarça, ordenado Padre aos 25 anos de idade, colocado em Olalhas há cerca de dois anos e na Junceira desde Setembro último, conseguiu num ápice granjear a simpatia da população, levando à Igreja centenas de pessoas há muito arredadas da prática religiosa, e principalmente os jovens.

De fácil trato e com um dinamismo a que a maioria das pessoas não estava habituada, primeiro como diácono e depois como Padre, Tiago Moita, trouxe uma lufada da ar fresco às mentes mais empedernidas, motivando-as para as causas sociais e para a recuperação de algumas tradições já um pouco esquecidas, como a Festa do Espirito Santo, em Olalhas, rebaptizada de Festa da Paróquia, com o envolvimento de todas as Comissões de Culto e Associações da Freguesia.

Ao Padre Tiago Moita se deve igualmente a recuperação dos quadros a óleo do Altar-mor da Igreja Matriz de Olalhas, a reconstrução do coro da mesma Igreja e o Projecto da Futura Casa Paroquial.

Embora tenha sido com grande tristeza que assistimos à sua partida, não podemos deixar de lhe desejar as maiores felicidades para o futuro e que Deus o ilumine e ajude no novo caminho que escolheu.

Seja como fôr, o que não deixa de ser verdade é que os paroquianos de Olalhas e Junceira, particularmente os de Olalhas, não esquecerão tão depressa aquele que para sempre será recordado como o jovem Padre Tiago Moita.

SABIA QUE ...

Permalink 12:41:28, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

A Diocese de Santarém foi criada a 16.JUL.1975, pela Bula Apostolicae Sedis Consuetudinem do Papa Paulo VI, que, no mesmo dia, nomeou para seu primeiro Bispo, D. António Francisco Marques, que viria a falecer em 28 de Agosto de 1997. Na mesma Bula, foi escolhida para Sé Catedral a Igreja do Seminário, em Santarém, dedicada à Imaculada Conceição.

O território desta Diocese foi separado do Patriarcado de Lisboa, onde, desde 29 de Maio de 1966, formava a Região Pastoral de Santarém.

Só treze dos vinte e um concelhos (e um deles incompleto) do Distrito de Santarém pertencem a esta Diocese: Alcanena (sem as paróquias de Minde e Serra de Santo António), Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Entroncamento, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

A Diocese de Santarém, sufragânea do Patriarcado de Lisboa, é composta por 112 comunidades paroquiais.

CONHECENDO TOMAR …

Permalink 12:40:19, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE CONCEIÇÃO

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, erguida por iniciativa de Frei António de Lisboa em 1530, iniciada por João de Castilho e terminada por Diogo de Torralva, é um dos monumentos mais interessantes e originais de Tomar, excepcional mesmo na Península, e a mais pura jóia do classicismo italiano entre nós.

Situada no topo do monte onde se elevam o Convento de Cristo e o Castelo dos Templários, é uma pequena basílica de três naves, com colunas de ordem coríntia, cujos ornatos das bases, como dos capiteis, são lavrados com uma finura que insufla a este calcário da região o frémito cárneo do mármore. Pequena de dimensões, delicada na execução do lavor decorativo, exprime, como templo grego, a sua grandeza pela harmonia de proporções e unidade de estilo.

O aspecto severo, frio e simples do exterior contrata com a beleza do interior, no qual existem doze janelas por onde entre a luz do dia.

Embora inicialmente tivesse como função servir de mausoléu a D. João III, a sua inesperada morte em 1557, acabou por não o permitir.

BOLO-REI

Permalink 12:36:27, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

BOLO-REI
UMA ESPECIALIDADE FRANCO-PORTUGUESA

De acordo com a tradição, o bolo-rei que terá surgido em França no tempo de Luís XIV, para as Festas do Ano e dos Reis, chegou a Portugal em 1869 pela mão da Confeitaria Nacional, em Lisboa, primeiro estabelecimento conhecido a comercializá-lo. A receita rapidamente se espalhou por outras confeitarias da capital e do Porto, tendo sido pela primeira vez fabricado na cidade Invicta em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais.

Embora com a proclamação da república, em 1910, tenham surgido algumas tentativas para proibir a sua confecção, tal como havia sucedido aquando da revolução francesa, em 1789, o bolo-rei conseguiu resistir e hoje, como ontem, continua a ter presença obrigatória na mesa dos portugueses na quadra natalícia.

De forma redonda, com um grande buraco ao centro, o bolo-rei, feito de massa levedada, frutos secos e cristalizados, carrega uma simbologia que o relaciona com os Reis Magos, por representar os presentes oferecidos por estes ao Menino Jesus, com a côdea simbolizar o ouro; os frutos secos e cristalizados a representarem a mirra e o aroma a assinalar o incenso.

Apesar de inicialmente cada bolo rei conter um brinde surpresa, em metal ou porcelana e uma fava, actualmente só esta última se mantém, dado o brinde surpresa ter sido proibido pela União Europeia, por alegados motivos de segurança.

Segundo a lenda, a fava encontra-se relacionada com os três Reis Magos que, após terem avistado a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si quem teria a honra de ser o primeiro a dar as suas ofertas em Menino. Como não chegavam a acordo, um padeiro, para pôr termo à discussão, propôs fazer um bolo com uma fava no interior da massa. Depois cada um deles pegaria numa fatia e o que tivesse a sorte de retirar a fatia com a fava, ganharia o direito de ser o primeiro a entregar o presente a Jesus.

Embora não se saiba qual dos Reis Magos foi o premiado e na lenda a fava nos surgir como símbolo da sorte, actualmente, pelo contrário, a tradição dita que aquele que a encontrar terá se oferecer o bolo-rei no ano seguinte.

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Permalink 12:30:20, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

A esposa entra na cozinha e encontra o marido, atarefado, com um mata-moscas.
- O que estás a fazer? - pergunta ela.
- Estou a caçar moscas.
- E já mataste alguma ?
- Sim!!! 3 machos e 2 fêmeas!
Intrigada, ela pergunta:
- Mas como é que consegues distinguir o sexo?
- É fácil!!! 3 estavam na garrafa da cerveja e 2 ao telefone

Um fazendeiro pediu alguns conselhos ao veterinário:
- Tenho um cavalo que ora anda normalmente ora coxeia. Que devo fazer ?
- Da próxima vez que ele andar normalmente, venda-o - respondeu-lhe o veterinário

SEGREDOS DA AVÓ

Permalink 12:27:40, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

CALDEIRADA DE CAÇÃO COM CAMARÃO

Número de pessoas: 4
Tempo preparação: 50 minutos
Grau de dificuldade: Fácil

Ingredientes:
- 1/2 kg de filé de cação
- 1/2 kg de camarões médios
- 1/2 maço pequeno de coentro
- 1 pimentão vermelho médio
- 1 pimentão verde médio
- 1 cebola média
- 1 pimenta dedo-de-moça
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 1/2 xícara (chá) de molho de tomate
- 1/2 xícara (chá) de leite de coco
- sal a gosto

Modo de Preparação:
Lave o peixe e pique em pedaços médios. Lave os camarões, retire as cascas e a parte escura do dorso, lave novamente e reserve. Lave o coentro, seque, separe as folhas e pique-as finamente. Lave os pimentões, retire os pedúnculos e as sementes e corte-os em tiras não muito finas. Descasque a cebola, lave-a e pique em gomos finos. Lave a pimenta, retire o pedúnculo, parta-a ao meio, elimine as sementes e pique em pedaços grandes. Coloque o azeite numa tigela grande, própria para microondas, com capacidade para 3 litros. Junte o pimentão e a cebola e leve ao microondas, na potência máxima, por 5 minutos, ou até o pimentão amolecer. Retire do forno, incorpore o peixe, a pimenta, o molho de tomate, o leite de coco e o sal. Mexa delicadamente, cubra a tigela com papel-manteiga e volte ao microondas, na potência máxima, por 12 minutos, ou até o peixe ficar macio. Retire do forno, acerte o sal, espalhe o camarão e mexa delicadamente. Volte ao microondas, na potência máxima, por 11 minutos. Retire do forno e sirva em seguida.

A VERDADE DE LA PALISSE

Permalink 12:20:43, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

O CONTRÁRIO DE ESTAR MORTO É ESTAR VIVO

As chamadas “verdades lapalissianas” encontram-se ligadas ao nobre Francês Jacques II de Chabannes, Marechal do exército, Senhor de La Palisse, de Pacy, de Chauverothe, de Bort-le-Comte e de Héron, nascido em 1470 e falecido em 1525, em Pavia, região italiana da Lombardia.

Nessa época a Europa encontrava-se mergulhada em agitações de toda a ordem, com os recursos económicos e humanos a serem delapidados pelas sucessivas guerras e pela peste negra que então grassava pelo velho continente.

Os Estados Papais, na altura bem maiores que o actual Vaticano e a cidade de Roma, eram Governados pelo Papa Clemente VII, que entrou em conflito com o Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano e Rei de Espanha, onde era conhecido como Carlos I.

A discórdia teve como origem as possessões que este tinha na península, entre as quais Nápoles e Lombardia, e aos Estados Papais aliou-se a França de Francisco I, que logo, numa primeira fase, à frente de um exército de 25 mil homens, conquistou a cidade de Milão e cercou Paiva, ambas do Sacro Império Romano.

As forças de Espanha e do Sacro Império reagiram e na noite de 23 de Fevereiro de 1525 os seus exércitos, compostos por 23 mil homens, atacaram e derrotaram copiosamente as tropas francesas que cercavam Pavia, fazendo prisioneiro o Rei Francisco I.

Na contenda, morreram 12 mil soldados franceses, entre os quais o Marechal de La Palisse, em homenagem a quem as suas tropas compuseram uma música, em cuja letra constava a frase “S’il n’était pas mort, il ferait encore envie” – (Se ele não estivesse morto faria ainda inveja).

Porém, mais tarde, numa mal transcrição, esta frase foi alterada para “S’il n’était pás mort, il serait encore en vie” – (Se ele não estivesse morto estaria ainda vivo) e por fim, numa degeneração total, passou mesmo a ser apresentado como “quinze minutos depois de morrer estava morto”; “quinze minutos antes de morrer estava vivo”, ou até como “o contrário de estar morto é estar vivo”, sendo que neste último caso a autoria terá pertencido a uma conhecida “société” da nossa praça.

Assim o que foi criado para homenagear La Palisse, veio a resultar numa evidência tão óbvia que se torna ridículo quando afirmado.

A DIFERENÇA ENTRE AMIGO E AMIGA

Permalink 12:19:33, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

Certa noite uma mulher não voltou para casa.
No dia seguinte, ela disse ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
O homem telefonou para as 10 melhores amigas da mulher.
Nenhuma delas sabia de nada!

Certa noite um homem não voltou para casa.
No dia seguinte, ele disse à esposa que tinha dormido na casa de um amigo.
A mulher telefonou para os 10 melhores amigos do marido.
Oito deles confirmaram que ele tinha passado a noite na casa deles,
E dois disseram que ele ainda estava lá!

Carnaval 2009

Permalink 12:18:11, Categories: Numero 8 - Janeiro 2009  

SÁBADO, 21 FEV.
 23,00 HORAS – BAILE COM O CONJUNTO BANDA F

2ª FEIRA, 23 FEV.
 16,00 HORAS – PEDITÓRIO DOS CHOURIÇOS
 23,00 HORAS – BAILE COM O CONJUNTO À PART E CONCURSO DE MÁSCARAS

3ª FEIRA, DIA 24 FEV.
 13,00 HORAS – ALMOÇO POPULAR