Category: Numero 2 - Julho 2007

09-07-07

Caminhando ...

Permalink 22:33:30, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

Saúde, prazer, desporto, estes são os principais motivos pelos quais um grupo de pessoas se levanta a um domingo de manhã cedo, se junta a um grupo de centenas de pessoas e começa a andar durante uma manhã inteira, percorrendo vários kms, apenas pelo prazer de caminhar e conviver. Podemos observar a natureza que nos rodeia, tirar algumas fotos para compor o álbum de recordações, sem pressas, sem competição, apenas com o intuito de chegar ao fim.
Esta é uma modalidade que não é preciso aprender, não é necessário equipamento especial, todos podem participar, dado que apenas é preciso caminhar. Apesar de serem sempre percursos com alguns km de extensão (de 10 a 15 km), caminhando com calma, descontraidamente, chegamos todos ao final do percurso.

Este tem sido o motivo que tem levado alguns dos nossos associados a participar nos “ Encontros Nacionais de Caminheiros” organizadas pelo Grupo
Calma de Tomar, onde já é a terceira vez que o grupo da nossa Associação participa, contando este ano com 20 caminheiros.
Este ano também participámos no “VI Encontro Nacional de Caminheiros”,
organizado pelos Caminheiros da Gardunha, caminhada essa, feita na zona da Serra da Gardunha, onde nos foi possível ver as cerejeiras carregadas de fruto.
As organizações têm sempre em mente mostrar o que existe de mais belo na sua região. E no fim do percurso têm sempre um excelente almoço para recuperarmos a nossa forma física.
Estamos a ficar adeptos desta modalidade, e iremos participar em mais caminhadas que se irão realizar entretanto, obtendo a experiência necessária para, quem sabe, também podermos vir a realizar um evento desta envergadura na nossa região.

Rui Lopes

Não se esqueça, Caminhe pela sua Saúde!

Editorial

Permalink 21:06:08, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

Bastas são as vezes que de conversas tidas com conhecidos e amigos ficamos com a ideia de que a Festa dos Tabuleiros se trata de um evento apenas de e para a cidade, como se o resto do concelho nada tivesse a vêr com isso, excepto no que se refere ao “frete” das freguesias rurais terem de “arranjar” parte dos tabuleiros.

Neste entendimento têm embarcado algumas comissões organizadoras e por isso nada têm feito no sentido de alterar as coisas, reservando as suas energias para afunilar cada vez mais esta visão destorcida. Por um lado, porque as freguesias urbanas contam com outros meios financeiros que as rurais não dispõem. Por outro, porque a componente popular, nomeadamente no que se refere aos jogos tradicionais, não encontram ali o mesmo eco que em outras zonas do concelho.

Se é certo que a Festa dos Tabuleiros é efectivamente a grande festa da cidade, com expressão nacional e internacional, não podemos nem devemos permitir que a mesma se resuma simplesmente ao espaço do cortejo e das demais actividades que lhe estão associadas, mas sim entendê-la como a grande festa do concelho, na qual deverão estar envolvidas não só todas as Juntas de Freguesia, como também as dezenas de Colectividades que proliferam pelo concelho.

Os custos são elevados e se todos ajudarem, à medida das suas possibilidades, será possível evitar que as contas se arrastem anos por saldar e que, em última instância, seja o Município a arcar com uma fatia razoável dos encargos, nalguns casos por má gestão das respectivas comissões, em prejuízo de obras sociais que tarde ou nunca chegam a ser feitas.

Pela nossa parte, tudo temos feito para inverter essa situação e este ano, como no passado, além de procurarmos arregimentar o maior número de tabuleiros, não poupamos esforços no sentido proporcionar as melhores condições aos “pares”, tanto no plano humano como no plano material, suportando parte das despesas na confecção das flores e oferendo as rodilhas e os sapatos às raparigas.

E se no que tange à colaboração estamos de consciência tranquila e cientes que também os “pares” olham o seu tabuleiro com um carinho especial, por traduzir dias de trabalho, resta-nos esperar que a Festa dos Tabuleiros de 2007, mantenha o mesmo brilho a que sempre nos habituou.

Américo Pereira

"Pavaroti" não vai à festa

Permalink 21:04:09, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

A notícia apanhou de surpresa o “PAVAROTI”, um jumento de 6 anos, de pelo acinzentado, orelhas compridas e crina curta, de que já não iria participar nos Jogos Populares da Festa dos Tabuleiros, em representação da Freguesia da Junceira, por a prova para a qual já se encontrava afincadamente a preparar, ter sido abolida pela respectiva Comissão.

De andar elegante e corpo atlético, o “PAVAROTI” estava empenhadíssimo em não deixar seus créditos por mãos alheias, aproveitando todos os momentos para no seu “espaço”, no Parque de Campismo do Poço Redondo, se preparar convenientemente para substituir no podium a sua companheira “RITA”, com quem vive maritalmente, vencedora dos mesmos jogos em 2003, actualmente impedida de participar no evento, por se encontrar prenha do dito cujo.

Depois da necessária limpeza aos cascos, por um conceituado manicura, o jovem asno tencionava recorrer a um reconhecido “sapateiro” que o iria calçar com ferraduras especais de corrida, feitas de encomenda, por medida, com o melhor ferro do mercado.

Como não podia de deixar de ser, “O POÇO” lamenta profundamente tal decisão, aproveitando, no entanto, para agradecer aos seus donos – Carlos Graça e Nelson Garrucho - tanto a disponibilidade demonstrada, como os treinos intensivos que lhe ministraram, na esperança de que, na próxima, a coisa corra melhor.

Jogos Populares

Permalink 21:02:20, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

Decorreu no passado Domingo, dia 24 de Junho, junto do Polidesportivo do Poço Redondo, a selecção das equipas participantes nos Jogos Populares da Festa dos Tabuleiros, em representação da Freguesia de Junceira, uma organização conjunta da Junta de Freguesia e das Associações do Poço Redondo, Fonte D. João, Junceira e Carril/Vales.
Embora inicialmente também a Associação do Outeiro devesse estar presente, a mesma não se fez representar, notam-se, inclusivé, a ausência de qualquer elemento da direcção.

Com uma moldura humana de razoáveis dimensões, o evento decorreu dentro da maior das normalidades, onde o empenho e a dedicação das dezenas de inscritos ultrapassou largamente as expectativas.

Disputados os vários jogos, sob a coordenação de três elementos da Comissão das Festas, foram seleccionados os primeiros classificados de cada um deles, ficando a representação ordenada da seguinte forma:

Carregamento de Cestos – Luis Godinho (Fonte D. João)
Chinquilho – Rui Nunes e Carlos Lourenço (Poço Redondo)
Corrida de Cântaros – Marta Maria Eira (Junceira)
Corrida de Sacos – Luis Manuel Lourenço (Fonte D. João)
Corrida de Pipas – Luis Miguel Carreira (Carril/Vales)
Corrida de púcaras – André Godinho Ferreira (Fonte D. João)
Corte do tronco a machado – Vitor Lucas (Carril/Vales)
Corte do tronco a serrote – José Antunes Cartaxo e Armindo Antunes Cartaxo (Poço Redondo)
Subida ao mastro – João Lourenço (Fonte D. João)
Luta de tracção – Albino Alexandre Simões (Fonde D. João), Marco Carvalho (Fonte D. João), Pedro Braz (Poço Redondo), Hugo Cristovam Pereira (Junceira) e Luis Miguel Carreira (Carril/Vales)

II Rally Paper do Poço Redondo

Permalink 20:58:37, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

No passado dia 9 de Junho realizou-se o II Rally Paper do Poço Redondo, evento este que procurou levar os participantes a "passear" e a descobrir pormenores que normalmete, na azáfama do dia-a-dia, nos passam completamente ao lado, e tentou também avivar as memórias de alguns detalhes históricos que tiveram lugar na nossa região em tempos idos.

Este evento desenrolou-se ao longo de aproximadamente oitenta quilómetros, tendo tido a sede da Associação como ponto de partida e de chegada, e passando pelas localidades da Serra, S.Pedro, Castelo de Bode, Constância, Tancos, Almourol, V.N. da Barquinha, Atalaia, Sta. Cita e Tomar.

A participação dos associados ficou um pouco aquém das expectativas, mas ainda assim as sete corajosas equipas que aceitaram participar neste desafio tiveram uma manhã bastante movimentada e animada. A boa disposição da manhã prolongou-se depois pelo almoço e pela tarde, com mais umas brincadeiras à mistura.

No final, a vitória pertenceu à equipa "Os Vaza Grades", composta pelos sócios Tiago Pereira, Vasco Baptista e Bruno António, tendo sido o balanço bastante positivo e onde todas as equipas mostraram o seu agrado pela "voltinha" e provas realizadas.

Marino Gomes

Festas de Arraial 2007

Permalink 20:55:34, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

A Comissão de Festas de 2007, constituída pelos sócios Nuno Vargas, Nuno Quaresma, Gil Horta, Leandro Maschio, Almerindo Cartaxo e Nuno Monteiro, promoveu, no passado dia 27 de Junho, na Casa do Concelho de Tomar, em Lisboa, uma pequena festa/convívio para apresentação do cartaz e angariação de patrocinadores, na qual estiveram presentes vários empresários e empreiteiros, na sua maioria ligados ao Concelho de Tomar.

Com grafismo diferente do habitual, o cartaz assenta em cores fortes para destaque das principais atracções das Festas, como os Conjuntos Réplica; Ganda Banda; Medin e Top +, a Garraiada, o Touro Mecânico e o Bar Tropical, ingredientes mais que suficientes para que no fim-de-semana de 7 a 10 de Setembro o Poço Redondo venha a ser ponto de confluência obrigatória de milhares de pessoas, entre naturais, residentes e forasteiros, conforme tem sido regra nas últimas décadas.

Comemorações do Divino Espírito Santo

Permalink 20:52:32, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

Comemorou-se no passado dia 27 de Maio, Domingo, o dia do Divino Espirito Santo, padroeiro do nossa aldeia, com a habitual tremossada depois da Missa Solene celebrada pelo pároco da freguesia, Revº Padre Fernando Brito, seguida de um almoço de confraternização, no qual participaram cerca de 180 pessoas.

Após o repasto, o Presidente da Direcção, Américo Pereira, aproveitou para dirigir umas breves palavras aos presentes a agradecer a sua presença e a Comissão de Festas de 2007 para proceder à distribuição dos livros de rifas.

Na sua intervenção, Américo Pereira deu conhecimento de uma reunião que teve com o Senhor Padre Fernando Brito àcerca das novas orientações da Diocese de Santarém, relativamente às festas de arraial, que impedem que nos cartazes figure serem as mesmas em Honra do Divino Espirito Santo.

Rir é o melhor remédio

Permalink 20:50:45, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

O chefe da oficina para o empregado:
- Olha lá, começo a achar estranho essa história de a tua mãe adoecer, sempre que há um jogo de futebol!!...
- De facto!! Até já começo a achar que ela está a fingir...

O Zéquinha escreveu numa redação para a escola que o gato não "cabeu" no buraco. A professora, de castigo, mandou-o escrever 20 vezes no quadro a palavra "coube". Quando ele terminou, a professora contou as palavras e comentou:
- Mas tu só escreveste 19 vezes, Zéquinha!
- É que a outra já não "cabeu", senhora professora!

Um professor pede aos alunos que escrevam uma redacção sobre o tema: "Se fosse director de uma empresa". Todos começam a escrever excepto um.
- Menino Luisinho, porque não começa a escrever?
- Estou à espera da minha secretária.

Segredos da Avó

Permalink 20:48:51, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

PORCO COM MEXILHÃO NA CATAPLANA

Número de pessoas: 4
Modo preparação: Forno
Tempo preparação: 90 minutos
Gráu de dificuldade: Médio

500 g lombo(s) de porco
500 g mexilhão(s)
25 g farinha condimentada
3 cebola(s) cortada(s) em rodelas
1 dente alho esmagado
400 g tomate(s) cortado(s) em pedaço(s)
1 c. sopa paprika
1 c. sopa tomilho fresco cortado em pedaços
2 dl vinho branco
2 ramos salsa
q.b. sal
q.b. Pimenta

1. Passar a carne pela farinha condimentada. Coloque a gordura numa frigideira, junte o lombo e deixe refogar 3 a 4 minutos
2. Adicione a cebola, o alho e deixe cozer 3 minutos.
3. Junte os tomates, o sal e pimenta, a paprika, o tomilho e regue com 100ml de vinho branco. Mude para a cataplana.
4. Leve ao forno quente (170ºc/gás 3) durante 1 hora.
5. Coloque os mexilhões numa caçarola com o restante vinho e a salsa. Cubra, agite e coloque sobre o lume forte cerca de 4 minutos.
6. Retire os moluscos e extraia-lhes as conchas. Se desejar, extraia apenas uma concha de cada. Rejeite os que estiverem fechados.
7. Junte ao lombo e misture bem. Sirva imediatamente com batata frita.

BOM APETITE !

Minas de Ouro do Poço Redondo

Permalink 20:45:52, Categories: Numero 2 - Julho 2007  

A CHEGADA E A PARTIDA DOS BÓERES

III - O SEC. XX
1. OS BÓERES

Em 31 de Março de 1902, o Jornal tomarense "A Verdade", dá-nos a notícia da chegada a Tomar de refugiados Bóeres 1, provenientes da África do Sul, fugidos da guerra que opunha a Inglaterra ao movimento independentista.
Os recém-chegados, um General de nome Philip Piennard, com cinco filhos e um criado; e Paul Naudé, com mulher e um filho, vinham acompanhados pelo General Português Artur Pinheiro.
Na edição de 13 de Abril do mesmo ano, o dito jornal notícia a descoberta de um jazigo de ouro no Poço Redondo, "que se pensava esgotado". Chega-se mesmo a afirmar que os "Bóeres estão doidos pela descoberta que fizeram e pela riqueza dos filões encontrados".
Após o registo provisório das minas em 6 de Fevereiro de 1902, os Bóeres constituíram uma pequena sociedade, de que também fizeram parte os ilustres tomarenses Mário Nery Faria de Magalhães e Eurico Leopoldo Faria de Magalhães.
Embora não se saiba ao certo a quem terá pertencido a iniciativa da sociedade, será provável que tenha surgido de conversas havidas entre os irmãos Faria de Magalhães (Mário e Eurico) e os Sul-Africanos Philip Piennard e Paul Naudé acerca das antigas minas do Poço Redondo e da experiência destes na pesquisa e exploração de minas de ouro.
A 20 de Abril, o Jornal "A Verdade" refere que no Poço Redondo existia muito ouro e que não se tratava de aluvião, dado o filão ser cada vez mais rico à medida que se descia na terra.
Supõe-se que aos primeiros Bóeres outros entretanto se juntaram.
Em Junho de 1902, já com o filão calculado em 230 metros de extensão, foram pela primeira vez as minas visitadas por um Jornalista, a quem, ao longo das galerias, onde desceu, lhe foi mostrado o veio aurífero e que após a lavagem de amostras recolhidas a 20 metros de profundidade, terá ficado fascinado com a visão das pepitas de oiro que ficaram depositadas no fundo do recipiente.
Aos olhos do Jornalista, a quantidade do ouro parecia apontar para uma riqueza importante do filão.
Em 22 de Junho do mesmo ano, é dada a notícia de que Philip Piennard se decidiu por fixar residência em Tomar, pela simpatia dos Tomarenses e principalmente pelo facto de o jazigo aurífero do Poço Redondo ser de primeira ordem. No entanto, o fim da guerra na África do Sul veio a alterar o previsto, presumindo-se que os Bóeres tenham regressado definitivamente ao seu país a 13 do mês seguinte, após terem vendido a Sociedade a diversos indivíduos de Tomar.
Ao que parece, com a partida dos Bóeres a exploração das minas terá quase ou mesmo parado.

2 . NOVAS PESQUISAS
Em princípios de 1903, Arthur Gomes Viana, acompanhado pelo engenheiro Espanhol Manuel Cortés Cicero, director das minas de Huelva, e pelo engenheiro Inglês George Bergate, representante dum dos maiores sindicatos de Londres, inspeccionaram as minas do Poço Redondo.
Cinco meses depois, o engenheiro George Bergate voltou ao Poço Redondo para vêr os trabalhos das minas, cujas pesquisas já tinham começado.
Nessa altura ter-se-à admitido mais pessoal e em Outubro do mesmo ano, o mesmo engenheiro Inglês voltou de novo às minas, acompanhado por Arthur Viana, para examinar mais uma vez os trabalhos.
Em 1904 procedeu-se a novo registo das minas, sendo nessa altura instalado um sistema mecânico de tratamento, coisa que até então nunca tinha existido.
Fizeram-se nesse ano várias experiências mas, poucos meses depois, os trabalhos acabaram por parar por falta de capital.
Haviam-se extraído 539 grs. de ouro liga, contendo 611 milésimas de ouro e 389 de prata.
De 1904 a 1922 pouco ou nada se sabe das minas do Poço Redondo, pensando-se que as mesmas terão estado desactivadas durante esse período.

1 BÓERES – colonos da África austral, de origem holandesa. Depois de terem deixado a região do Cabo, empurrados pelos Britânicos, os Bóeres fundaram mais a Norte a República de Orange e do Transval. A Guerra dos Bóeres (1899-1902), colocou-os de novo contra os Ingleses, que tendo vencido o conflito, anexaram os seus estados.