19-01-10

ASSOCIAÇÃO COMEMOROU 34 ANOS DE EXISTÊNCIA

Permalink 15:59:22, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

Com o salão de festas muito próximo do seu limite, a Associação de Melhoramentos e Cultura do Poço Redondo, comemorou o seu 34º Aniversário no pretérito dia 5 de Dezembro, com pompa e circunstância, como, aliás, tem sido hábito.

Embora das entidades oficiais convidadas apenas tenham marcado presença o Presidente da Junta de Freguesia de Olalhas, todos os membros do executivo da Junta de Freguesia de Junceira, o Presidente do Lar de S. Mateus e representantes das várias Colectividades das Freguesia de Junceira e algumas de Olalhas, a festa decorreu na maior das normalidades, onde não faltou a actuação de um grupo musical, que muito contribuiu para enriquecer o ambiente de alegria e boa disposição.

A meio do repasto procedeu-se à entrega dos emblemas de prata aos sócios que completaram 25 anos de fidelidade associativa.

EDITORIAL

Permalink 15:57:06, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

Tal como tudo indicava, a Assembleia da República acaba de aprovar os casamentos gay, como se esta matéria fosse das mais importantes para Portugal, numa altura de crise, desemprego e de grandes dificuldades para toda a gente.

Para muitos deputados as grandes prioridades resumem-se a um conjunto de favores que se tem de fazer aos lobbys que dominam o País, com o maior desprezo pelas áreas que produzem riqueza e fomentam o emprego.

Na calha, ao que se consta, já se encontra a eutanásia, muito provavelmente para justificar alguma negligência médica, permitindo assim o assassínio daqueles que se encontram impossibilitados de poderem reclamar e que acarretam elevados custos para o Estado.

Embora os argumentos sejam muitos, o que estará subjacente a tudo isto, não será a preocupação com o sofrimento de quem se encontra em situação muito complicada, mas sim a visão economicista do problema.

Aliás, numa altura em que a taxa de desemprego ultrapassa os 10% e cada vez mais muitas famílias recorrem a apoios do Estado, uma boa parte dos políticos continua a fazer vista grossa àquilo que mais os devia preocupar, porque os seus ordenados estão garantidos e os seus familiares e amigos nunca terão quaisquer problemas de emprego.

E mesmo que rebentem escândalos financeiros nos jornais e sejam denunciados casos de corrupção em barda, haverá sempre forma de dar a volta à questão, nem que se tenham de aprovar novas leis, já que num País à deriva, como o nosso, o que era nuclear passou a acessório e o que era acessório passou a nuclear.

Américo Pereira

Sabia que …

Permalink 15:55:58, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

Os homens e os gatos possuem a mesma região do cérebro responsável pelas emoções, sendo que o cérebro do gato é mas similar ao do homem do que o dos cães.

Enquanto o corpo humano possui 206 ossos e 25 vértebras, o do gato possui 245 ossos e 30 vértebras.

Os gatos, que possuem 32 músculos que controlam as orelhas, podem girá-las, independentemente, a quase 180 graus e dez vezes mais rápido do que o cão.

Com os ouvidos afunilados, onde canalizam e amplificam os sons como um megafone, a audição dos gatos é muito mais sensível do que a dos homens e dos cães.

Em proporção ao corpo, os gatos são os mamíferos que possuem os olhos maiores, enxergando seis vezes melhor do que o homem à noite, dado apenas precisarem de 1/6 da quantidade de luz necessária para verem.

De acordo com estudos recentes, os gatos podem ver o amarelo, o azul e o verde, admitindo-se como muito provável que não consigam ver o vermelho, que poderão ver como cinza ou preto.

Segredos da Avó

Permalink 15:54:08, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

BACALHAU À ESTREMADURA

Número de pessoas: 4
Grau de dificuldade: Fácil

Ingredientes:
- 1 kg de bacalhau
- Pimento a gosto
- Sal a gosto
- 1 litro de leite
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 5 colheres (sopa) de manteiga
- 2 gemas
- 2 pães franceses
- 4 cenouras
- 2 cebolas

Modo de Preparação:
Deixar o bacalhau de molho na véspera, trocando a água várias vezes para perder o sal.
Aferventar e desfiar. Cozinhar a cenoura e passar pelo liquidificador. Refogar a cebola ralada na manteiga, juntar o puré de cenoura e o miolo do pão embebido em água cozinhando por 5 minutos, sem parar de mexer.
Fazer um molho branco, misturando o leite com farinha, sal, pimenta, duas gemas, uma colher de manteiga e levando ao fogo até engrossar, mexendo sem parar.
Misturar este creme ao bacalhau.
Colocar, numa travessa refractária untada, o creme de cenoura e o bacalhau com leite.
Polvilhar com farinha de pão e levar ao forno por 20 minutos.

AGRADECIMENTO

Permalink 15:51:16, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

Como é do conhecimento dos associados, desde há três anos a esta parte que, com a regularidade trimestral, temos vindo a editar o Boletim Informativo “O POÇO”. Apesar do “feed-back” ainda não nos tenha chegado conforme desejávamos, pensamos ter vindo a atingir razoável grau de satisfação por parte dos destinatários – os sócios.

Embora os custos sejam significativos, a colectividade só tem assumido as despesas postais, já que os restantes tem sido suportadas pela oferta do associado Filipe Antunes, a quem, publicamente, não podemos deixar de agradecer.

A Direcção

RÉVEILLON 2009/2010

Permalink 15:49:18, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

9 … 8 … 7 … 6 … 5 … 4 … 3 … 2 … 1… 0 …, viva do ano de 2010! Foi assim, com a contagem decrescente que o novo ano foi recebido pelos cerca de 100 convivas que marcaram presença na Réveillon 2009/2010, no salão de festas da nossa Associação, ao que se seguiu o fogo de artifício e os cumprimentos da praxe, com votos de muita sorte e felicidade a rodos de todos para todos.

Embora do passado pouco se falasse, muitos foram aqueles que, com algum conformismo, apenas desejaram que o novel ano seja melhor que o anterior ou que pelo menos as coisas se mantenham como no finado, onde, pelo menos no lugar, nada de grave houve a assinalar.

A festa começou por volta das 20,30 horas, altura em que se deu início às “hostilidades” junto da mesa de abundante buffet, onde não faltaram as mais variadas iguarias, entre pratos quentes e frios, doces variados, frutas e bebidas diversas.

Para animar, o grupo musical de serviço não deu tréguas aos que quiseram fazer o gosto ao pé, tocando música de dança até o sol dar quase pelo joelho.

Infelizmente registaram-se muitas ausências de pessoas da terra, mas, mesmo assim, a sala esteve composta e muito próxima da sua lotação.

No fim do ano lá estaremos de novo, com a esperança de então podermos contar com os que agora não puderam estar connosco e que habitualmente marcam presença, neste e noutros eventos.

Novembro - Um mês em cheio

Permalink 15:45:46, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

Começando com a participação na VII FEIRA DOS SANTOS EM OLALHAS, no dia 1 de Novembro, onde, a exemplo dos anos anteriores, a nossa Colectividade esteve representada com uma “barraquinha”, rapidamente passámos para a VI MOSTRA DE ARTESANATO DO POÇO REDONDO, que decorreu nos dias 14 e 15 do mesmo mês.

Na primeira situação, a Feira dos Santos em Olalhas, onde apresentamos vários produtos da terra, como doces e compotas diversas, merendeiras, abafado, ginja e agua-pé, tudo “made in” Poço Redondo, podemos orgulharmo-nos de o nosso espaço ser um dos mais visitados, quiçá por centenas de pessoas.

Sem dúvida que se tratavam de produtos de qualidade e por isso não seria de estranhar o corrupio. Mas se a isso acrescentarmos a simpatia e dedicação dos nossos colaboradores, fácil será perceber que de tal simbiose o resultado não poderia ter sido outro.

Quanto à Mostra de Artesanato pese embora o facto do número de expositores não ter tido a devida correspondência em termos de visitantes, por ter ficado muito aquém das expectativas, podemos afirmar que a qualidade dos trabalhos apresentados não ficaram a dever nada aos que normalmente são apresentados em outros eventos do género, com dimensão regional ou até nacional.

A nível de promoção o esforço da colectividade foi enorme, pois tanto na imprensa escrita como na radiofónica não nos poupámos. Todavia, mesmo assim, talvez por efeitos da crise, as pessoas não aderiram conforme esperávamos.

Profissões e ofícios dos anos ontem

Permalink 15:40:57, Categories: Número 12 - Janeiro 2010  

O CAVADOR

Quando os primeiros raios da aurora rompiam timidamente as copas dos pinheiros, já o cavador de saco de serapilheira ao ombro a servir de almofada ao cabo da pesada enxada se encaminhava para a porta do patrão, onde impreterivelmente se tinha de apresentar antes do sol fora. No estômago apenas levava o vazio das couves do dia anterior, temperadas com um dedal de azeite e acompanhadas por meia dúzia de azeitonas.

O “mata bicho”, quase sempre constituído por um bagaço e um figo seco, era, por assim dizer, a primeira “refeição” fornecida pelo patrão, para dar força ou para aquecer, especialmente se fosse inverno e as baixas temperaturas transformassem em duro gelo a água das poças dos caminhos.

Não havia tempo a perder e por isso, engolido o bagaço, os figos secos iam-se comendo pelo caminho fora até chegar à jeira onde a enxada lançada com a força do diabo, ia esventrado a terra palmo a palmo, como um felino devora a indefesa presa acabada de matar.

Não havia chuva ou sol que os impedisse de trabalhar, pois quer os campos se encontrassem alagados ou secos que nem palhas e duros que nem cornos, o “serviço” tinha-se de fazer.

O primeiro intervalo registava-se por volta das nove horas para se comer a bucha na altura conhecida por almoço. Um naco de pão de milho, por vezes com mais de oito dias, meia sardinha sarnenta ou uma tira de toucinho amarelado pelo sal, mastigado a correr, servia de cama a dois ou três copos de vinho que se juntavam à meia dúzia já antes bebidos, como que a servirem de ama de companhia ao bagaço e aos figos secos do “mata bicho”.

Com uma cuspidela nas mãos, para melhor aderência ao cabo liso da enxada, o cavador retomava o trabalho, puxando para cima das polainas os torrões de terra crua, que logo desfazia com o olho da ferramenta.

As horas eram contadas pelas badaladas do sino da torre da igreja ou pela sombra das árvores e logo que chegadas as duas da tarde, a mulher ou os filhos lá chegavam com o jantar, uma sopa simplesmente rica em água, de vez em quando com um punhado de feijões, que degustavam deitados, apoiados num dos braços, em cima de uma toalha estendida no chão, em jeito de mesa improvisada, junto ao tronco da árvore que estivesse mais por perto. Entre três ou quatro colheradas, como o caldo custava a engolir, havia necessidade de olear a garganta com uma pinga, mesmo que isso tivesse de ser feito a olho, pelo garrafão, se o copo não estivesse à mão.

No verão, após à refeição, vinha a sesta o que era aproveitado para bater uma soneca em cima da saca de serapilheira, bastas vezes interrompida pelo zumbir das indesejáveis moscas ou um assalto de formigas.

A merenda apenas tinha lugar nos meses de calor e era servida pelo patrão ao fim da tarde.
O dia só terminava quando o sol se escondia por detrás dos outeiros e o lusco-fusco tomava conta das terras. Então, de saca de serapilheira ao ombro a servir de almofada ao cabo da pesada enxada, pensativo e triste, deixando para trás o garrafão de cinco litros vazio, o cavador lá partia rumo a casa, secando pelo caminho a camisa encharcada de suor, onde o aguardava as couves temperadas com um dedal de azeite e a meia dúzia de azeitonas como conduto, para no outro dia voltar a repetir o mesmo ritual.

Vida dura a do cavador. Sem férias ou tempo para descanso, os dias iam-se passando e mesmo que qualquer maleita o apoquentasse não havia vagar para perder umas horas para ir ao médico ou à botica, porque os chás e as mesinhas eram o garante para se manter de pé e ao raiar da aurora estar à porta do patrão.

E mesmo que os ribeiros inchassem ou a neve cobrisse o chão, nada o impedia de continuar porque qualquer paragem, mesmo que curta, significaria o aumento de dificuldades no sustento da família e a ausência de pão à mesa.

Os domingos eram aproveitados para as sementeiras da casa ou para substituir o cabo à enxada, quando este já não apresentava a solidez suficiente para resistir à força dos braços musculados pelo esforço do dia a dia, particularmente aquando das surribas para plantações de vinhas ou olivais, onde a cava chegava a atingir mais de 70 cm de profundidade.

A ida ao ferreiro acontecia quatro ou cinco vezes por ano, onde, ao calor da forja, o ferro da enxada tomava a cor do sangue e na bigorna as pastilhas de areia colavam novas pontas de duro aço, depois moldadas à martelada, em forma de ferradura, já que o dinheiro não dava para comprar ferramenta e a velha, logo que “amanhada” com mestria e o olho aguentasse, acabava por ficar como nova.

08-10-09

FESTAS DE ARRAIAL 2009

Permalink 16:25:23, Categories: Número 11 - Outubro 2009  

OS "COSTUMES" FORAM CUMPRIDOS

Em alinhamento com o conteúdo do guião de uma telenovela actualmente a passar num dos canais da televisão portuguesa, não podemos deixar de afirmar que os “costumes” se cumpriram no que respeita às festas anuais do Poço Redondo de 2009. Bem sabemos que outra coisa não seria de esperar, mas nunca é demais recordar que só com o envolvimento em massa da população, como o que aconteceu, é possível às Comissões atingirem os níveis de excelência que se verificaram.

As Festas do Poço Redondo têm sido, desde há muitos anos, uma referência na região, quer pelo número de forasteiros que nos visitam, que este ano num só dia se situaram na ordem dos 3.000, quer pelo resultado económico que alcançam. No entanto, este ano, dada a crise que avassala o País, as expectativas foram largamente ultrapassadas.

A experiência dos festeiros foi determinante, é certo. Mas se a adesão que se verificou não tem acontecido e o S. Pedro não tem ajudado, a situação teria sido bastante mais complicada.

Tudo foi programado com rigor e se num ou noutro aspecto se verificou alguma falha, tal circunstância apenas se deveu a razões estranhas à organização, já que o empenho de todos foi por demais evidente.

Na componente lúdica tudo correu pelo melhor. Bons conjuntos, bons espectáculos e óptima garraiada. E quanto à parte religiosa apenas podemos dizer que foi extraordinária, tendo como ponto alto a procissão que, como é sabida, é das mais imponentes das freguesias rurais do concelho, chegando a atingir cerca de duzentos metros de comprimento.
Contamos que os festeiros deste ano voltem a repetir o feito num futuro não muito longínquo, e que os do ano que vem não deixem seus créditos por mãos alheias.

EDITORIAL

Permalink 16:22:15, Categories: Número 11 - Outubro 2009  

Os grupos de pressão ou de interesses, vulgarmente conhecidos por lobbys, têm como actividade influenciar, aberta ou secretamente, decisões do poder público, nomeadamente do político, legislativo, judiciário, económico, etc.

Constituídos por pessoas que partilham os mesmos interesses e objectivos, os lobbys actuam de forma organizada e concertada, no sentido de verem privilegiados os seus interesses privados, não raramente em prejuízo dos interesses gerais.

Portugal não foge à regra e, como tal, frequentes são as vezes em que nos vemos confrontados com decisões aberrantes, por força da acção dos grupos de pressão ou de interesse, onde, a grosso modo, vale tudo menos tirar olhos.

Os lobbys desportivos, dos bancos e de outros sectores da vida pública, quase sempre na sombra, fazem tais jogos de bastidores que acabam por levar a bom porto aquilo que numa apreciação simplista se afigura como muito improvável ao comum do cidadão.

Por tudo isto, não será de estranhar que os lobbys gay, hoje com grande peso a nível nacional, não venham a conseguir brevemente a legalização do casamento entre homossexuais e adopção de crianças. Se assim fôr e o “pandam” funcionar, tudo se encaminha para que, num golpe de genética, dia menos dia, as maternidades recentemente fechadas venham a ter que reabrir para dar vazão aos nascimentos resultantes do relacionamento entre os elementos destes grupos.

Américo Pereira

<< Previous Page :: Next Page >>